
AEC Dorchester 4x4 "Mammut" - Comand Car
Panzer Resin Models - 35007 - escala 1/35

Introdução:
Kit de resina ???
Mas o que diabos é isso ????
Todo modelista, fatalmente um dia, fará esta pergunta para si mesmo. Existem muitos mitos, tabus e preconceitos sobre os kits de resina: "São para os Experts...", dizem uns; "São caríssimos ...", respondem outros; "Eu não daria conta de montar um !!!", exclamam a maioria...
BESTEIRAS !!!!
As dificuldades da montagem de um kit de resina são, realmente, um pouco maiores que um kit injetado de plástico de ótima qualidade, mas são perfeitamente superadas por qualquer modelista com média experiência. E, o mais importante: o trabalho de detalhamento e de manipulação destes kits são um grande prazer para o modelista que está começando a enjoar de "juntar pecinhas com cola". O "Resineiro" palmilha trilhas muito mais gratificantes que as de um simples plastimodelista.... Conclamo a todos os modelistas que aceitem o convite de montar um kit de resina, que vocês verão que tenho a mais absoluta razão !!!!
Escolhi, para este step-by-step, um modelo de média dificuldade, mas charmoso por sua "presença" em qualquer coleção de militaria que se preze: O AEC 4x4 Dorchester Comando Car, que os alemães chamavam de "Mammut", da Panzer Resin Models, na escala 1/35.
Venha se divertir comigo!!!
Histórico:
Os "MAMMUTS"
O Carro de Comando Blindado Dorchester 4 X 4 foi fabricado pela AEC baseado no chassis do Caminhão Matador. Apresentava um lay-out tipo COB (Cabin Over Engine),com motor AEC de 95 bhp, diesel. Recebia a classificação HP (Hi Power) quando portavam um receptor de rádio RCA e um receptor sem-fio nº 19, ou LP (Low Power) quando portava um receptor sem-fio nº 19. O Dorchester recebeu este nome em homenagem e em referencia às cômodas instalações do Hotel Dorchester, de Londres.

Os HP, tipicamente, apresentavam uma veneziana de ventilação do lado esquerdo e os LP no lado direito, embora não existisse uma padronização. Os tipos mais antigos não apresentavam estas venezianas. Sendo muito popular entre as tropas, o Dorchester foi extensivamente usado ao longo de toda a Segunda Guerra Mundial, a partir de 1941. Relata-se o seu uso como Carro Comando até os anos cinqüenta. O compartimento do motorista e a área de rádio na frente do veículo às vezes estavam separadas da parte traseira do veículo por uma parede com uma porta no lado esquerdo. Este compartimento principal na parte traseira poderia ser configurado em quaisquer de vários arranjos de escritório.
O Dorchester era usado como Carro Comando pelas Forças Blindadas Britânicas, sendo encontrados na África do Norte de 1941 para frente. Pelo menos três destes veículos foram capturados, relativamente cedo, pelos alemães na Campanha do Norte da África e usados com grande satisfação pelo Afrika Korps. Os alemães batizaram seus Dorchesters de "Mammut" (Mamute). Os alemães ficaram muito impressionados com o tamanho e a robustez destes veículos. Fritz Lucke, correspondente de guerra alemão, descreve um AEC Dorchester capturado para o Jornal da Wermacht: "...uma caixa blindada tão grande como um ônibus, sobre pneus-balão gigantes, tão grandes como os de um trem de pouso de um Junkers, ainda com marcas de balas de metralhadora em seus costados. Suas laterais não tem janelas e são pintadas em tons camuflados cinza-azulados. Apenas o motorista e o co-piloto tem para-brisas, protegidos por escotilhas blindadas com visores...". Todos os veículos foram adaptados ao uso do diesel alemão, de consistência mais "fina".
Entre os veículos capturados pelo DAK nos arredores de Mechili durante os dias 7 e 8 abril de 1941, estavam três Veículos Blindados de Comando Dorchester, os AEC de nºs 2, 3 e 5. Estes pertenciam originalmente ao Maj.- Gen. Gambier-Parry, comandante de 2ª Divisão Blindada Britânica, Lt.-Gen. Sir Richard O’Connor, Comandante-Assistente do 8º Exército e ao Lt.-Gen. Sir Phillip Neame V.C., comandante de 8º Exército, respectivamente. Dois deles foram capturados, juntamente com seus Oficiais, quando os seus motoristas perderam o caminho e colidiram direito com elementos avançados da 3ª Unidade de Reconhecimento Alemã. Os alemães chamaram os AECs 3 e 2 de Moritz e Max, em homenagem aos personagens infantis de Wilhelm Busch.

Moritz e Max, personagens de Wilhelm Busch.
O Dorchester de nº 5 foi dado de presente ao Gal. Streich.

AEC Dorchester nº 5, já com cores alemãs
Relata-se que quando Rommel pousou com seu Storch em Mechili para inspecionar os dois veículos capturados, ele achou em um deles um kit de óculos de proteção de areia e de sol em Perspex. Dizem que Rommel disse: " Eu admito que saque é permitido, mesmo para um General". Os óculos de proteção se tornaram o marca oficial de Rommel na campanha de deserto, freqüentemente visto sobre a viseira do seu quepe.


General Erwin Rommel
MORITZ: Depois que sua captura, o AEC marcado com um grande nº 3 foi usado, pouco tempo, em sua condição original. Mais tarde, foi pintado em German Sand mosqueado com cinzento claro ou azul. Porém, na parte traseira do veículo foi mantida a camuflagem Caunter britânica original. Foram acrescentadas grandes cruzes alemãs na frente, lados e na parte traseira. A marcação tática das divisões Blindadas alemãs foi acrescentada ao pára-lama direito dianteiro e no pára-lama oposto o símbolo da 21º Pz.Div., com a palmeira do DAK embaixo. Mais tarde, Moritz recebeu outra camada de tinta Desert Sand, mas a parte traseira permaneceu intacta. Agora, a porção mais baixa do capô do motor foi pintada de branco e recebeu uma nova placa de identificação, que era WH-819834. As cruzes laterais também foram aumentadas. O nome "Moritz " aparecia agora nos lados de capô, em branco.

MAX: O AEC nº 2 se tornou "Max", e parece ter permanecido em suas cores britânicas originais. Por sobre sua pintura, foram acrescentadas as cruzes alemãs, mais a palmeira do DAK no pára-lama dianteiro direito. Sua placa de identificação era: WH-819835.

Os registros fotográficos dos AECs com cores inglesas, deste período, são raros. Encontramos, apenas, gravuras e profiles coloridos destes veículos. Isto explica-se pelo pouco atrativo que estes veículos exercíam na mídia, com exceção dos capturados, quando foram exaustivamente expostos pela Propaganda Alemã.

Os Dorchesters que serviram na Europa, após a Invasão da Normandia, ostentavam a coloração verde-escuro padrão inglêsa, com modificações no teto dos veículos e geralmente, apresentando as grelhas de refrigeração dos equipamentos de rádio. A foto abaixo é um exemplo do descrito e o kit possibilita , com seus decais, a construção desta versão do "Hermann":

O kit será montado na sua versão Moritz, recém capturado, baseado nesta foto do Afrika-Korps (reparem a presença do nº 3 abaixo da cruz gamada):

O Kit:
O modelo vem acondicionado em uma caixa de papelão reforçado, manufaturada, com uma ilustração da versão inglesa na capa. O kit é em resina de poliuretano de alta qualidade, de aspecto maciço e resistente. Apresenta um grande número de peças, conforme a foto abaixo:

A montagem se inicia pela porção inferior do veículo, mais propriamente pelo chassis e seus componentes principais:

Reparem que ao chassis, vem agregado uma placa que NÃO DEVE SER REMOVIDA, pois constitui a porção inferior do interior da carroceria (o piso). Esta peça vai se encaixar, como uma luva, na porção superior do veículo ( a cabine). Iniciamos removendo os feixes de mola de sua placa, tendo o cuidado de montá-los com as faces caracterizadas para fora. Cuidado com o corte destas peças, pois são frágeis. Esta tarefa é facilitada pela maciez da resina, que pode ser cortada com uma tesoura e com bisturi:

Após a limpeza destas peças, os feixes de mola serão montados em seus respectivos suportes do chassis. As molas curtas são as dianteiras e as longas, são as traseiras. Cole com pequenas quantidades de cianoacrilato ( Superbonder ). Repare nos detalhes de posicionamento das molas e dos diferenciais:

Cuidado com o alinhamento dos feixes de mola e dos diferenciais. Uma boa medida é você montar o conjunto na cabine, sem colar (dry-run), para verificar o alinhamento dos eixos e da cabine, em uma forma global:

Destaque e monte a caixa de transmissão intermediária e os três eixos cardãs do veículo. Após a montagem da caixa e a limpeza destas peças, cole-as em seus respectivos lugares. O eixo mais longo vai da caixa ao diferencial traseiro. O médio vai do diferencial dianteiro até a caixa e o curto, da caixa ao motor (veja foto):

Após ter certeza de todo o alinhamento, a colagem deve ser reforçada com cola tipo Epóxi (EpóxiMais, Araldite Rápido, etc...), pois o kit é bem grande.

Enquanto a colagem do chassis seca, você pode ir cuidando da montagem das rodas. Estas vem em duas metades. Use uma lixa d´água de granação grossa (120) sobre uma superfície plana ( uma pia de granito ou mármore é o ideal...), molhe a superficie e vá lixando as rodas, em movimentos circulares suaves. NÃO REMOVA O EXCESSO DA PLACA, pois esta rebarba vai servir de referencia da quantidade a ser lixada !


Como o poliuretano é macio, esta etapa é bem fácil de ser executada, tomando no máximo, 5 minutos de trabalho em cada face. Quando a placa estiver "papirácea", ela praticamente se destaca sozinha....Pare neste ponto !!!

Seque as partes e cole-as com cuidado e parcimônia. Dica importante: aplique uma mínima quantidade de epóxi (uma gota, apenas), para permitir um re-alinhamento das metades, caso coloque as peças de forma errada. Após o perfeito alinhamento, "costure" com Cianoacrilato a porção externa da emenda, aplicando a cola com um palito ou alfinete. Lixe os excessos. Repare nas diferenças entre as rodas dianteiras e traseiras:

Aproveite e coloque as pequenas peças terminais dos cubos dianteiros nas rodas dianteiras....micro-gota de epóxi, para permitir alinhamento.

As peças terminais dos cubos dianteiros são removidos das placas pela mesma técnica de lixamento. Enquanto as rodas secam, vamos montar detalhes na carcaça do AEC. O kit vem com TODAS as escotilhas separadas, permitindo a abertura de todas as portas e janelas do veículo. Eu vou montar o meu com a escotilha anterior superior e as blindagens dos para-brisas abertas, como nesta foto. Depois, vou colocar uma figura do General Rommel , nesta posição. Só não vou montar a porta de acesso aberta.

Usando uma Dremel, furadeira ou um pin-wise, vamos fazer furos de alívio, interligando os furos com uma serra ou um disco de Dremel (Muito cuidado com os dedos, se usar a máquina) para remover estas porções. Remova as "tampas" das escotilhas dianteiras, também.


O acabamento destes cortes pode ser executado com uma lixa de unha e com uma lâmina de bisturi. Separe esta peça e vamos voltar para o chassis. Vamos colocar as porções internas dos para-lamas. O kit vem com três peças iguais. Todas elas apresentam, em sua porção convexa, um sulco mediano. Neste sulco, use uma serra ou mesmo o bisturi e separe APENAS UM dos para-lamas, para constituir as duas porções dos dianteiros. Se for usar disco de Dremel, mais uma vez, CUIDADO COM AS MÃOS E OS DEDOS. TRABALHE SEMPRE COM A MÃO APOIADA !!!

Encaixe as peças no chassis e verifique o alinhamento. Aplique uma mínima quantidade de cianoacrilato para estabilizar as uniões. Veja as fotos do dry-run no chassis:

Uma vez confirmado o alinhamento das peças e estando tudo ok, reforce tudo com Epoxi. Com isto, está na hora de colocar o bichinho sobre suas próprias patas, pela primeira vez. Instale, com auxílio de plastilina ou fita-crepe, as rodas (préviamente furadas..) nos seus respectivos eixos:


Eitcha!!! Já esta ficando ajeitado. Aproveite e cole os para-lamas dianteiros externos:

Continuando a montagem, acrescente os faróis e lanternas do kit. Repare que as escotilhas blindadas do para-brisa já estão coladas e posicionadas. Remova as blindagens dianteiras de suas placas, pelo sistema de lixagem e, aproveite e faça com dremel ou pin-vise, os furos "oblongos" dos visores das blindagens.


Um kit destes merece todo o detalhamento possível. Eu não resisti e coloquei o Mammut sobre suas patas e coloquei Rommel em seu camarote. Observe as outras escotilhas em suas posições fechadas:

Hora de colocar os restos dos detalhes orgânicos ao kit: suportes de antena, em suas posições assimétricas (neste veículo...) e olhais de reboque dianteiro:


Finalmente, os olhais de reboque traseiro:

Como o kit é bem vistoso e existem diversas fontes de consulta, podemos melhorá-lo ainda mais com alguns scratchbuildings, fáceis de serem feitos. Por exemplo, degrau de acesso traseiro: placa de plasticard, fio de cobre retorcido e cianoacriolato:

Isto aumenta, e muito, o visual do modelo. Outra providência, fazer as alças e apoios de mão do modelo com fios de cobre dobrados:

Perfure a carcaça com pin-vise, com brocas de diâmetro compatíveis aos fios e cole com mínimas porções de cianoacrilato, as alças do capô dianteiro.

As alças das escotilhas de teto:

Alça de acesso traseiro... enfim, de uma "geral no seu kit.

Faça o "vazamento" dos visores laterais do compartimento do motorista e construa os tirantes das vigias dianteiras com tiras de alumínio de latinhas de refrigerante. Observe os diversos detalhes de acabamento acrescentados:

E, finalmente, a construção da grade do bagageiro, da versão alemã. Como o meu Mammut será na versão capturada, fiz em scratch esta estrutura.

Primeiro passo: faça um gabarito, em uma folha de papel e fixe, sobre o gabarito, uma fita crepe invertida. A fita crepe é semi-transparente e voce poderá ver onde colocar as peças.Com a fita crepe invertida, é facil você afixar as peças antes de colá-las entre si. A primeira figura representa o lado esquerdo do Mammut: cinco montantes verticais:

Na figura, a palavra mot. escrita a lápis representa o compartimento do motorista, só para você se situar. Construida a grade, vamos colar no Mammut, com Cianoacrilato. Remova alguns rebites (com bisturi...), para facilitar o processo. O uso da régua é para manter a grade no mesmo nível do topo do teto, como nos veículos originais.


Para o outro lado, a diferença é que a grade era mais curta, por causa da antena do lado direito. Quatro montantes verticais, apenas. Não esqueça de inverter a posição dos elementos, pois você está usando o mesmo gabarito: Os montantes verticais é que ficam para baixo, agora:

As grades colocadas, assim como os pequenos segmentos de fechamento da grade:

Enquanto tudo seca, vamos finalizar o detalhamento do chassis, com a contrução do escapamento, com tubinhos de cobre e de alumínio. Repare que as tiras de alumínio são tirantes de apoio e que o tirante próximo a saída do escapamento não deve ser ainda colado, pois o ideal é não colarmos ainda o chassis à carroceria, para facilitar a etapa da pintura:

E já que estamos mexendo com metais, que tal fazermos os suportes dos tirantes das lonas laterais. Estas lonas eram estendidas para criar uma zona de sombreamento para os oficiais comandantes. Esta peça não é orgânica ao kit pois existiam diversas versões para estes tirantes: os de formato em "Y", como os AEC early ( como este kit, que está sendo montado...), os tirantes em linha, como os usados nos AEC late, da Europa.

E, nestes últimos, alguns nem tirante tinham. Mas vamos para a construção: fazer os tirantes com fio de cobre dobrado e vamos soldar as uniões com ferro de solda de baixa watagem (20 W). Fixe os fios de cobre com fita crepe para não queimar os dedos.

Solda já executada. Faça quatro conjuntos destes:

Monte estes tirantes em suportes feitos com tubinhos de bijouteria, colados com cianoacrilato: veja as fotos. O importante é que estes tirantes são removidos para permitir a pintura do veículo:

Tirantes montados e adaptados no local. Reparem no transpasse do tirante anterior sobre o tirante posterior.

E para terminar esta etapa do scratch, usando metal de alumínio e restos de photo-etched para detalhar a traseira do veículo:

Com isto, podemos passar para a etapa da pintura. Banho em todo o kit de amarelo-deserto. Neste caso, utilizei tinta Ducco automotiva:

Reparem que a carcaça esta separada do chassis, o que muito facilita a pintura. Enquanto a carroceria seca, pinto as rodas com cinza-escuro fosco para, depois, usando gabaritos vazados, pintar os centros das rodas em amarelo. O uso de palitinhos de churrasco é essencial nesta fase.

Após a secagem das rodas, um wash leve de marrom-claro (esmalte sintético) diluído em aguarraz, simulando a poeira do deserto:

Enquanto as rodas secam, vamos pintar as lonas das tendas laterais. primeiro, armar um dispositivo simples de pintura: régua velha com fita adesiva crepe invertida. Cole as lonas na fita e de um banho de verde médio. Depois, nas depressões, faça volume com verde escuro diluído (wash) em aguarraz e, por último, dry-brush com o verde médio clareado com branco. As fotos mostram apenas até a pintura das depressões. Mais a frente, com o kit montado, voces verão a lona com a pintura final.Detalhe: depois da lona pintada, borrifar todo o conjunto com um verde médio bem diluído, para fazer "desaparecer" as marcações de cores tão nítidas.

A carroceria já está seca. Vamos para a camuflagem Caunter. Isolando o amarelo com fita crepe, para a pintura do azul-rocha:

Pintamos o azul-rocha e, depois de seco, isolamos as faixas azuis para a pintura do cinza-rocha.Feita esta etapa, vamos fazer as depressões com tons de tintas mais escuros e as superfícies planas e convexas (high-lights) com tons mais claros. Ou seja, onde for amarelo, amarelo mais escuro e mais claro, respectivamente. O mesmo com o azul e com o cinza. O resultado final é este. Efeitos obtidos apenas com o aerógrafo:

A proa do bichão, com a pintura em desert-yellow e marrom que os alemães usaram para cobrir o nº 3, quando da captura deste AEC:


Reparem a profundidade, volume e relevo que o uso dos tons de uma cor base dão ao modelo. Depois desta fase é que é executado o dry-brush (tons claros) e os washes (tons escuros). Mas por enquanto, apenas aerógrafo:

Pintura do chassis. Mesmo processo de volumes e de relevos. Observem, na foto, os tirantes metálicos pintados em amarelo-deserto e as lonas laterais, já acabadas e detalhadas:

E já que estamos mexendo com o chassis, a instalação das rodas, de maneira definitiva. Ligeiro posicionamento curvo nas rodas dianteiras e colagem com epóxi. Nesta fase, percebi que poderia executar mais um detalhe: a barra de direção. Nada mais fácil. Fio de cobre e tubo de bijouteria para representar a caixa de direção. Depois de tudo pronto, pintura a pincel + wash leve com betume.


Detalhe da instalação das lonas e dos tirantes. Nas lonas, foi acrescentado amarras executadas com linha mercerizada, para aumentar o detalhamento. Colagem com cianoacrilato.

Vamos fazer agora as antenas de rádio. O melhor material para isto são as agulhas de acupuntura, que você consegue, com custo ínfimo, no consultório de seu acupunturista mais próximo. Para instalar as antenas, perfuramos as bases das mesmas com pin-vise:

As bases das antenas apresentam ligações bi-polares. Fazemos isto com fio de cobre finíssimo, enroladas nas bases das antenas. Perfuramos os cascos e montamos tudo com cianoacrilato:

Passamos uma camada de Future nos locais que receberão os decais, à pincel, esperamos secar, aplicamos os decais, esperamos secar, mais uma camada de Future e, depois de seca esta cera (fantástica) acrílica, fazemos os washes pesados, o dry-brush e, voilá, o verniz fosco. E o resultado final é este:


Acrescentei, na traseira do veículo, alguns detalhes de minha caixa de sucatas, como as duas pás. A corrente foi adquirida em uma loja de materiais de bijouteria:




Conclusão:
Como vocês viram, a montagem de um kit de resina não é tão difícil assim, desde que se respeite a fragilidade e a delicadeza do material. É um modelismo mais trabalhoso que o simples montar de um kit plástico, mas que nos enche de satisfação pelos resultados obtidos. Eu simplesmente recomendo que todos os modelistas que ainda não se aventuraram pelo campo da resina, que o façam, o mais rápido possivel.
Resina é a Pós-Graduação do Modelista !